I - Planejamento

 

   Planejamento Municipal

 

   Trata-se do trabalho de planejar as atividades da administração de forma a colher benefícios pela maior racionalidade das compras e, portanto dos desembolsos e todos os controles necessários, de modo satisfazer as demandas da população com menores custos.

   O planejamento permite sempre fazer mais e no tempo certo do ponto de vista político e administrativo.

   Somente com empenhos pode-se diminuir em 35% o numero antes realizado, com economia de tempo funcionários de compras, almoxarifado, contabilidade, e de papeis e informática, e ainda com melhores preços.

   Com esta economia se implanta o planejamento e ainda sobrarão recursos humanos para outras atividades.

   Com o planejamento participativo mais pessoas vão auxiliar na difícil tarefa de se estabelecer as prioridades, mas continua  sendo a decisão final do prefeito que  sempre é o responsável perante os Tribunais.

  Não se  implanta o planejamento de um dia para outro, sendo necessário a educação para o planejar em todos os setores de forma a ir criando uma nova mentalidade sem improvisos constantes.

 

 

  Planejamento do Desenvolvimento Local

 

O desenvolvimento dos municípios passa necessariamente por novas ações dos poderes constituídos.

 

As profundas alterações nas comunicações e na tecnologia mudaram completamente a lógica anterior, as distancias diminuíram, o mundo globalizou, a tecnologia avançou e muito.

    Novas necessidades foram surgindo com as mulheres cada vez mais trabalhando fora de casa e com o aumento brutal do numero de refeições fora do domicilio.

    A competição entre municípios para atrair indústrias modificou-se depois que outros fatores entraram na decisão dos novos investimentos.

   Os distritos Industriais passaram a ser ocupados  por empreendimentos locais em expansão e não  por novos, que viessem de fora e também por  outras atividades, como aqui, ligadas ao transporte.

    Muitos municípios passaram a apresentar estagnação por absoluta falta de iniciativas para mudar esta lógica econômica da falta de novos investimentos produtivos, perda de renda e de postos de trabalho, um alimentando o outro. Menos investimento menor renda, menor renda menos investimento.

    Esta situação tende até a chegar à diminuição do numero de municípios por absoluta falta de condições financeiras de gerir uma comunidade pequena e sem emprego, ou de formar municípios dormitórios, onde as pessoas saem cedo para trabalhar em cidades ou campos vizinhos e retornam á noite para dormir.

   O domínio das informações e um bom diagnóstico do município passaram a ser cruciais para que se tenha desenvolvimento.

   O que temos de ótimo e de bom de um lado e o que temos de ruim e de péssimo de outro para se saber o que divulgar e o que consertar no município.

  Estas questões mais teóricas são essenciais para se começar a pensar em desenvolvimento.

   Para isto é essencial saber onde se quer e se pode chegar para se começar ou apressar os caminhos do desenvolvimento e, isto se faz com um amplo plano de desenvolvimento.

 

 

   Planejamento do Desenvolvimento Regional

 

    Como nos municípios as regiões precisam cuidar da sua competitividade perante outras regiões que também buscam seu desenvolvimento.

    Com os Planos locais prontos trata-se de compatibilizar as ações e as sinergias para se desenhar planos regionais que fortalecerão a todos, tanto em complementaridade como em ações conjuntas.

    A leitura das potencialidades regionais deve levar em consideração as aptidões e o que a população espera do seu desenvolvimento. Sempre a população deve trabalhar como ator e não como coadjuvante.

 

   Agenda 21

 

 Que é o Planejamento do Desenvolvimento Sustentável do Município 

 

   A Agenda 21 foi definida pelos países que participaram da conferencia da ONU no Rio de Janeiro em 1992 e agora em 2012 já tivemos a RIO+20.

   Trata-se de um postulado que as nações deveriam incentivar e apoiar os poderes locais para realizarem seus planejamentos sustentáveis pelo período de 15 a 20 anos.

   O Brasil e o Estado de São Paulo fizeram suas Agendas 21 e muitos municípios também fizeram.

Trata-se de planejar um futuro mais sustentável para nossos descendentes.

 

 

   Plano Diretor 

 

   Com um horizonte de 10 anos e revisão aos 5 anos deve ser necessariamente participativo e conter todas diretrizes para o crescimento dos municípios das zonas urbanas e rurais.

   Para onde deve ser o maior crescimento da área urbana, onde a área rural deve ser protegida. Expectativas de se solucionar problemas de transito, todas as questões urbanas e rurais que possam influenciar no bem estar dos cidadãos.

   O Plano diretor deve dar todas os detalhamentos possíveis dos enunciados da Lei Orgânica do Município que em síntese  é a sua constituição.

 

 

   Plano Plurianual

 

   É o plano de investimento dos municípios e sempre é realizado no primeiro ano do mandato abrangendo quatro anos, três do mandato da administração que o faz e o primeiro ano da próxima administração e pode ser revisto a qualquer tempo.

   O início do plano é a colocação de todas as ações que o então candidato colocou como suas propostas na campanha eleitoral e que foram registradas na justiça eleitoral. Depois vão acrescentadas outras ações que já foram detectadas como prioritárias.

   Assim levantaram-se as necessidades depois se devem levantar a origem dos recursos para execução destas ações e se não tiver recursos volta-se a discutir e ver o que pode ser adiado ou outras fontes de recursos.

 

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